
Imunoterapia no Câncer: Como Funciona?
O tratamento das neoplasias malignas é um desafio constante para a ciência. Aimunoterapia no câncer e seus diversos tipos tem sido objeto de muitos estudos. Sim, as conclusões até agora são animadoras.
A imunoterapia é com certeza o maior avanço no tratamento medicamentoso do câncer. A terapia imunoterápica ajuda o nosso corpo a conseguir identificar as células neoplásicas malignas e assim combatê-las com medicamentos que auxiliam a resposta imunológica.
O que é e como funciona a imunoterapia para o tratamento do câncer?
A imunoterapia é o nome dado ao conjunto de tratamentos que direcionam o nosso sistema imunológico a eliminar as células e tecidos cancerígenos. Este tratamento já era empregado de forma rudimentar desde o começo do século passado. Nesta fase inicial, observou-se em alguns casos que a presença de infecção e processo inflamatório, que são as formas mais gerais e inespecíficas de ativação da imunidade, poderiam levar a diminuição dos tumores.
Sendo assim, desde a década de 1980 e 1990, a imunoterapia começou a ser empregada de forma sistemática para o tratamento do câncer.Tal fato só foi possível, devido a uma maior compreensão de como funciona a nossa imunidade. Da mesma forma houveram também o surgimento de medicamentos ativadores como o interferon e a interleucina,
Com a virada do milênio então, surgiram tratamentos que foram verdadeiros divisores de água. Igualmente então, a ciência foi brindada com uma revolução na forma de tratar o câncer: os inibidores de pontos de checagens imunológicos, ou em Inglês como mais conhecidos, “immune checkpoint inhibitors”.
O que são e como funcionam os inibidores de ponto de checagem imunológicos para o tratamento do câncer?
Os inibidores de checagem imunológicos atuam em conjunto para combater o câncer. Como o próprio nome diz, fazem parte do nosso sistema imune. Podem então trabalhar isolados, ou em conjunto.
Nosso sistema imunológico é extremamente complexo. De forma simples, podemos dizer que este sistema trabalha de duas formas complementares:
- Forma celular: células como os linfócitos T atacam diretamente o invasor ou a célula estranha ao ambiente, o que pode ser tanto uma bactéria como uma célula tumoral.
- Forma humoral: através de moléculas, proteínas chamadas de anticorpos, que são produzidas pelos linfócitos B.
Estes anticorpos se ligam ao invasor e causam danos que levam a morte e destruição do mesmo. Na defesa imunológica celular, aquela do linfócito T, existe uma etapa de ponto de checagem, onde é feito um ajuste fino no mecanismo de funcionamento da ativação imunológica. Desta forma então, as próprias células do nosso corpo combatem o tumor.
Um dos pontos de checagem envolve uma molécula chamada CTLA-4 que quando está ativa, faz com que a imunidade celular diminua. Portanto, CTLA-4 é um ponto de checagem que diminui assim a atividade imunológica contra os tumores malignos.
Desta forma, existem medicamentos que bloqueiam o CTLA-4 fazendo que a imunidade do corpo se torne mais ativa. Um exemplo de medicamento que tem este princípio ativo é o Ipilimumab.
Outro ponto de checagem imunológica envolve a molécula chamada PD-1 e seu ligante. Deste modo,outra molécula que fica ligada com a primeira, a PDL-1 executa esta função. Este conjunto integrado trabalha então para o reconhecimento do que é do nosso organismo e o que não é. A parte estranha seria neste caso um câncer maligno.
Muitas vezes o tumor passa a apresentar a molécula de PDL-1 e então nossas defesas o reconhecem como tecido normal. O surgimento de drogas que inibem o PD-1 ou PDL-1 fazem com que em muitas situações clínicas o nosso sistema imunológico passe a combater os tumores malignos. Drogas que contém este princípio ativo são principalmente Nivolumabe e Pembrolizumabe.
Conclusões práticas sobre imunoterapia
Atualmente os inibidores de ponto de checagem imunológica estão em uso clínico para diversos tumores como melanoma, câncer de pulmão, mama, bexiga e rim, entre outros. além disto, muitas outras novas drogas estão sendo usadas.
Para isto, é preciso que o paciente tenha usados outras medicações previamente. Portanto, existem vários estudos em pesquisa clínica, inclusive no Brasil, em centros de referência em pesquisa no combate ao câncer.
Apesar da importância destas pesquisas sobre o assunto, nada substitui a consulta com um especialista médico capacitado, que poderá analisar todos os detalhes para uma opinião de tratamento profissional e adequada. Ao que parece, a imunoterapia é um tratamento não apenas inovador, mas sim uma forma de tratamento em conjunto com outras drogas ou ainda de forma isolada.
Na maioria dos estudos, a imunoterapia pode sim aumentar as chances de cura em alguns tipos de câncer. Todavia não é uma droga milagrosa, tem como toda medicação os seus riscos.
Qualquer pessoa acometida por câncer pode buscar mais informações e saber se há benefícios da imunoterapia contra sua doença. A segunda opinião médica em oncologia é então uma forma segura de atendimento online, para que o paciente saiba mais sobre sua doença e as formas de tratamento.
Alguns websites confiáveis também podem fornecer informações úteis como o Instituto Nacional do Câncer do Brasil e também o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
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Autor Médico: Cleuber Barbosa de Oliveira – CRM 36865-MG | RQE Nº: 23713 Cancerologia / Cancerologia Cirúrgica | RQE Nº: 23712 – Cirurgia Geral